Falta de tempo.


Muitas pessoas afirmam que não têm tempo para cuidarem de sua espiritualidade, ou seja: não meditam, não oram e muito menos frequentam uma igreja. Quando apresentei a minha falta de tempo para meu orientador espiritual, ele afirmou categoricamente: "Falta de tempo é desculpa de quem perde tempo por falta de meta". Se a espiritualidade não é uma meta então não encontrarei tempo. Para os cristãos, é fundamental o encontro e a experiência de ter tempo para estar com Jesus. Vamos ver na bíblia o encontro de duas mulheres com Ele. Jesus se hospeda na casa de Marta e Maria. Maria se coloca aos seus pés, já Marta continua na agitação comum do dia a dia. Duas atitudes que vão gerar situações diferentes na hora da dor e do sofrimento. Tempo mais tarde, diante da morte de seu irmão, Marta ao saber da presença de Jesus saí de casa para reclamar da ausência do mesmo no momento em que mais elas precisavam. Maria por sua vez fica sentada em casa, pois ela conhecia Jesus, pois tinha se colocado aos seus pés para ouvi-lo, confiava nele e possuía uma força que alimentava e lhe dava resignação. O que será que Jesus falou a Maria? Todos aqueles que vivem sem tempo também coma Marta não sabem, pois estão no mundo agitado dos seus afazeres.
Cuidado! Somos limitados e finitos, precisamos desenvolver nossa espiritualidade para que possamos ter paz e equilíbrio diante das dificuldades e contratempos de nossa existência. Se você é como Marta, faça a mudança, ela ao final descobriu a força de Jesus e professou a fé, mudando radicalmente sua postura.
E aí ? Vai continuar sem tempo?

Pedras maiores e menores

Pedras maiores e menores podem juntas formarem um alicerce seguro para construirmos nossas vidas. Tem gente que valoriza as maiores e despreza as menores e outros se apegam as menores esquecendo-se das maiores. As pedras maiores: Deus, Jesus, religião,família, pais, amigos ... As pedras menores: traba-lho, diversão,dinheiro, relação, alimentação, ... Quando focamos somente nas pedras maiores corremos o risco de ficar alheios a realidade, por exemplo: alguém elegeu apenas a pedra maior da religião, está pessoa poderá se tornar um fanático, por outro lado quem elegeu apenas a pedra menor do dinheiro poderá se tornar uma pessoa materialista. O ideal é que saibamos compor nossa existência encaixando as pedras de forma equilibrada e lembrando que precisamos de ambas. Junte a elas areia, cimento e água que poderíamos traduzir como os sentimentos positivos e teremos um ótimo alicerce para construirmos a vida, realizando sonhos e evitando as ilusões que se apresentam com propostas frágeis e temporárias.

Orientação existencial

Orientação. Todo mundo precisa, mas poucos buscam. Por falta de orientação uma pessoa pode viver a sua vida de forma a ignorar a importância da mesma para a felicidade própria é dos outros. Existem muitos tipos de orientações, para as muitas áreas da vida humana, como: orientação profissional, orientação espiritual, orientação acadêmica e outras. Mas existe uma orientação que abarca uma dimensão mais ampla e profunda que é a orientação existencial. Pensar a vida e a existência dentro de um contexto histórico, social, econômico, religioso e político fazem-se necessário para àqueles que desejam viver bem. Muitos necessitam de um espaço para falar de suas experiências, partilhar suas angustias e alegrias. Aproveite esse blog para fazer suas perguntas e partilhar suas experiências, terei muita alegria em buscar junto com você caminhos para que nossas vidas sejam plenas de sentido. 

Namoro: tempo de conhecimento ou de juras eternas?
Para mim o namoro é um momento importantíssimo para a viabilidade da vida a dois e seus desafios. Existe muita infelicidade nas relações e o namoro pode ajudar a evitar tanta dor e desilusão. Para isso é preciso enxergar o mesmo como um tempo de conhecimento e amadurecimento. O namoro não pode garantir a felicidade e a eternidade da relação, mas pode evitar que você cometa um engano de pessoa. Casei com uma pessoa e depois de um curto tempo a pessoa se revela outra. Isso acontece porque em grande parte dos namoros a pessoa fecha os olhos para os defeitos do outro, ignora ou acredita que com o tempo e a convivência a pessoa mudará. Sabemos que não é bem assim. Infelismente, hoje as relações são marcadas pela dependência fisíca e emocional, perdendo a possibilidade de avaliar a relação de forma real. A felicidade não se resume na dimensão relacional, a mesma é importante, mas é preciso também desenvolver outras dimensões para ser feliz, ou seja, não é apenas, namorando, ficando ou casando que me torno feliz. Para que possamos ser feliz precisamos de um processo de conhecimento pessoal onde possamos enxergar nossos limites sem sentimentos outodestrutivos e valorizar nossas qualidades para que haja, antes de mais nada, auto-estima. O namoro deve levar o casal a se conhecer entre si, e o universo de ambos, como as famílias e os amigos, ajudar a desenvolver o amadurecimento na dinâmica da vida a dois, onde o outro com carinho me ajuda a ser pessoa. Talvez você esteja pensando que tudo isso é bonito, mas que na pratica não dá certo, ou até mesmo, que não passa de uma baboseira, então houve um conselho de amigo: não se case!
Portanto seja honesto consigo e com o outros sempre, e nunca decida assumir de forma heróica a felicidade pelo outro, pois se tratando da felicidade da vida a dois, ela deve ser galgada por ambos.
Namorar e muito bom. Mas namorar, não é sinonimo de enganar-se!


Colabore com esta reflexão e responda a enquete: Namoro é tempo de conhecimento ou de juras eternas?

Cadê nossos pães e peixes?

Vós abris a vossa mão e saciais os vossos filhos. (Salmo 144)

Em Deus não há pobreza, miséria e muito menos desigualdade. A base do Reino de Deus é a justiça e a paz. Então por que existe tanta injustiça? A resposta está no coração humano no qual Deus incumbiu de administrar os bens concedidos a todos. Deus não tem nada a ver com a miséria que assola o ser humano. O problema da miséria e nossa.
Jesus disse aos seus apóstolos: "Dai-lhes vós mesmo de comer!" ensinando que aqueles que cuidam do espiritual não podem ignorar a fome e o sofrimento das pessoas. Jesus curou os doentes! O milagre que foi narrado neste 18 domingo do tempo comum (Mateus 14,13-21) só aconteceu porque havia 5 pães e 2 peixes. Para que haja o milagre é necessário ter dois elementos compaixão, ou seja enxercar e participar da mazela do outro (meu próximo) e generosidade; do pouco pode sair o necessário para a felicidade humana. Não precisamos de muita coisa para ser feliz! "Por que gastar dinheiro com outra coisa que não o pão, desperdiçar o salário senão com a satisfação completa?" (Isaías 55,2) Cadê nossos cinco pães e dois peixes? Que os olhos da compaixão e da generosidade direcione o nosso caminhar.