Tenho alegria de ser idealizador junto com Leandro Fazolla do Projeto Gira-Presépio. Com muitas dificuldades conseguimos em 2011 realizar a Quarta Mostra com a exposição de cinco presépios artísticos de tamanho natural, sendo deste cinco, dois inéditos. Quem passa pelos presépios talvez não imagina as dificuldades encontradas para realizar este projeto na realidade da Baixada Fluminense. Um local onde as pessoas estão desprovidas do acessoa a arte e onde a dureza da realidade choca muitas vezes aqueles que "perdem tempo e dinheiro" como um projeto deste. Mas sinto que este projeto é tão necessário como outros projetos da área social. Porém este é um sentimento que ainda muitos não partilham e espero que na Quinta Mostra a ser realizada em 2012 possa contar com apoio maior da iniciativa privada e de quem quiser fazer parte deste projeto.
Projeto Gira-Presépio. Alegrias e dificuldades.
Tenho alegria de ser idealizador junto com Leandro Fazolla do Projeto Gira-Presépio. Com muitas dificuldades conseguimos em 2011 realizar a Quarta Mostra com a exposição de cinco presépios artísticos de tamanho natural, sendo deste cinco, dois inéditos. Quem passa pelos presépios talvez não imagina as dificuldades encontradas para realizar este projeto na realidade da Baixada Fluminense. Um local onde as pessoas estão desprovidas do acessoa a arte e onde a dureza da realidade choca muitas vezes aqueles que "perdem tempo e dinheiro" como um projeto deste. Mas sinto que este projeto é tão necessário como outros projetos da área social. Porém este é um sentimento que ainda muitos não partilham e espero que na Quinta Mostra a ser realizada em 2012 possa contar com apoio maior da iniciativa privada e de quem quiser fazer parte deste projeto.
Espiritualidade como possibilidade de uma sociedade mais justa
Várias dimensões estão presentes na complexidade do desenvolvimento
do ser humano e de sua história, e uma delas é a espiritualidade.
A espiritualidade está diretamente ligada à dimensão antropológica
da necessidade da pessoa e sua relação com o transcendente. Falar da
espiritualidade não necessariamente é falar de religiosidade. Muitas vezes
homens e mulheres que assumem uma religião e professam um credo ficam na
periferia da vida espiritual, não alcançado um estado de consciência maior de
sua relação com o sagrado e a implicação do mesmo com a realidade em que vive;
se ajustando apenas aos conjuntos de normas e preceitos da mesma. Exemplo: o
Brasil é um país de maioria cristã e, portanto tem como fundamento o amor a
Deus e aos irmãos através do modelo de seu mestre e salvador Jesus Cristo, mas
nem por isso deixa de ser uma das nações mais desiguais do planeta. Portanto a
religião nem sempre leva a espiritualidade.
A espiritualidade é responsável por dar sentido a aquilo que
buscamos, realizamos e conquistamos. Sem ela, pode acontecer que em um
determinado momento tenhamos dificuldades de seguir em frente, mesmo que não haja
nenhum grande problema.
A espiritualidade faz com que o ser humano reconheça a sua
existência como algo maior que aquilo que pode compreender e sentir, como:
perceber a presença do outro ser humano como alguém que possui necessidades
semelhantes a sua e também a riqueza da vida e do mundo que o cerca, criando
assim uma maior consciência de si mesmo e dos valores essências a construção de
uma sociedade justa e fraterna.
O desenvolvimento econômico, a educação, melhores condições
de vida, melhor distribuição de renda associada a outras iniciativas podem
elevar e melhorar a vida do ser humano, mas acredito que isso só se dará de
forma mais plena e igualitária quando associada ao desenvolvimento espiritual,
pois esta dimensão ajuda no amadurecimento humano e na busca de um sentido para
sua existência, ajudando a construir uma maior auto-responsabilidade e
culminando em uma maior responsabilidade social, por parte dos cidadãos e suas
lideranças políticas e religiosas.
Para que isso aconteça
e preciso tomar a iniciativa de uma abertura para perceber que a realidade é
maior do que a capacidade que a temos de compreendê-la, assumir um compromisso
de dialogar com o diferente, com o novo, com aquilo que inicialmente nos agride
e nos parece distante de nossa realidade pessoal e experiência de vida. Ter
nossas próprias convicções, mas não se fechar para as convicções dos outros, perceber
o todo e compreender que a soma das partes é maior do que o mesmo.
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