Duque de
Caxias, 30 de janeiro de 2012.
Sete anos
Hoje completo sete anos de padre. Celebrar este momento
significa reconhecer a bondade de Deus na minha caminhada sacerdotal e perceber
o amor de tantas pessoas que me ajudaram e ajudam a dizer sim a Deus a cada
dia. Aproveito esta data para avaliar meus erros e assim poder seguir em frente.
O futuro se constrói com a memória viva de nossa história e a coragem de
acolher e viver bem o presente. Nestes sete anos, como em toda a minha
existência, aprendi que não existe nada de bom se não houver sacrifícios, e por
isso nem tudo foi fácil e celebrar hoje significa reconhecer as alegrias e as
dores do sacerdócio.
Tinha um professor no curso de teologia que eu admirava muito
e que para mim era um dos melhores professores. Como padre, ele dizia que aos
sete anos - um pouco antes ou depois - viria
uma crise, comum na vida de qualquer sacerdote, da qual ninguém escaparia. Na época
eu não sabia se seria padre ou não, então não me preocupei. E hoje estou completando sete anos de padre.
Se houvesse possibilidade de encontrar com este professor e
padre amigo, poderia lhe dizer que a crise não vem aos sete anos, e sim durante
todos os anos de nosso ministério. Percebi que existe uma diferença entre
imaginar ser padre e ser realmente padre. Ninguém é ordenado sabendo exatamente
o que irá enfrentar. A crise não é um problema na vida de ninguém, é humano, é
necessário para se evoluir; a questão maior é ter estrutura e maturidade para
vivê-la.
Durante o tempo de formação sempre fui uma pessoa muito crítica
e por muitas vezes julguei alguns padres pelas suas atitudes. Hoje, sou julgado
pelas minhas e percebo que o ministério não é o que sonhava, mas sim o que Deus
apresenta. Amar a Deus, ser fiel a ele, é um esforço diário para minha fraqueza
humana. Amar ao próximo é muito difícil quando o desejo é escolher a quem amar.
Mesmo com
muitas dificuldades, não tenho nada do que reclamar. Sempre encontrei auxilio
de Deus e dos irmãos, ser feliz é não estar sozinho na vida e gostar do que se
é.
Neste dia quero
agradecer a Deus pelo dom da vida e pelo chamado ao sacerdócio; Agradecer Dom
Mauro Morelli que me ordenou (detalhe: eu fui o último padre diocesano a ser
ordenado por ele na diocese); a Dom José Francisco que, no momento em que mais
precisei, mostrou-se um pai, que corrige sem deixar de amar. Agradeço aos padres que fizeram parte de minha formação
como pessoa, cristão e ministro ordenado. Não são poucos, mas em homenagem a
todos, é importante ressaltar padre Severino Alessio, pois, se não fosse pela sua
presença amiga, não teria conseguido concluir a formação para o exercício do
ministério ordenado.
Peço perdão
a minha família que deixei em Araras – SP e à qual pouco dou atenção,
principalmente à minha mãe, com seus 78 anos de idades. Perdão às pessoas que
por algum motivo não aceitam o meu ministério, porque não encontraram em mim um
bom pastor.
A única
certeza que tenho hoje é que sou o que Deus me propôs, por isso não tenho medo
do que está por vir, porque sei que o Senhor me sustentará. Amo a Deus por ter me dado esta terra, a
Baixada Fluminense, como casa. Nestes treze anos que aqui estou aprendi muito
com este povo que tem como marca a coragem e a esperança e uma fé que nunca vi
em outro lugar deste país.
Portanto, hoje
quero reafirmar a frase que motivou dar a vida pelos meus irmãos: “Sou
apaixonado pela vida, apaixonado pelo Senhor da Vida: Jesus Cristo”.
Nesta data, tenho apenas a dizer: Parabéns! Pois é preciso ter muita convicção,coragem e amor, principalmente amor para entregar-se inteiramente. Seu testemunho só vem a nos fortalecer, a nos dizer que precisamos confiar e também sermos fortes o suficiente para jamais desistir.Pois, como o senhor mesmo afirma "a crise está sempre presente..." Mas como todos sabemos, Deus não desampara os seus, Ele se faz presente na vida de todos nós, mas, principalmente daqueles que vivem para anunciá-lo! Que bênçãos sejam derramadas sobre ti neste dia e em todos os outros que virão!! Um grande abraço da amiga,
ResponderExcluirValdete Vieira
Adorei visitem meu blog http://nicolyninha.blogspot.com/
ResponderExcluirO ministério muda nossa expectativa de vida e do tempo. A crise se instala diariamente porque para exercer o ministério a palavra principal é RENUNCIA. O chamado faz com que você seja abrigo para outros, respostas para perguntas que muitas vezes desconhece e gerador de soluções imediatas, sendo que muitos problemas também surgem na vida do líder. Existem 4 características na vida do vocacionado que servem como antídoto a fraqueza e o perigo de parar no caminho.
ResponderExcluir1)Amar sem ser amado – O poder de amar sem esperar lealdade. Apenas para cumprimento do grande mandamento “...amar ao próximo como a ti mesmo”.
2)Fazer o bem não importa a quem – Estar disponível a ajudar em todo tempo, os carentes e os sofredores.
3)Não ser influenciado pelos negativistas ou saudosistas – Tentar ficar longe dos perdedores e fracos que trabalham para tirar muitas vezes a visão do Reino de Deus.
4)Entender que para ser usado por Deus, todo o poder, toda a autoridade pertence a ele “Jesus o Cristo” que ressuscitou dentro os mortes e voltará para buscar sua igreja e seus filhos. A Ele, toda a honra, Glória, Poder para todo o sempre. Amém!
Que o Senhor da vida lhe traga vida para dar vida aos que estão sem vida.
Pr. Elizeu Rocha